Centro das atenções, Luis Fabiano ganhou um forte concorrente quando entrou na sala de recuperçaão de crianças. Entre elas estava o menino Serginho (veja na foto acima), de seis anos. Um poço de carisma e sorrisos, que perguntava para a mãe:
- Mãe, cadê ele? Cadê o jogador?
Serginho tem mielomeningocele na coluna. Trata-se de uma malformação do sistema nervoso, que ocorre no primeiro mês de gestação, na qual as estruturas da porção posterior da coluna vertebral não se fecham adequadamente. Como o problema se deu uma região mais baixa das costas, o garotinho fica em pé sozinho, apoiado numa espécie de berço. Mas bastou Luis Fabiano entrar na sala para ele pedir:
- Tio, quero colo!
- Para que time você torce?
- Corinthians!
Prontamente atendido, nos braços do artilheiro, Serginho pediu então uma camisa igual à que Luis Fabiano vestia, do São Paulo. O jogador contestou:
- Mas você não é corintiano?
- Não, agora eu torço para o São Paulo. Torço para o seu time. Quero uma camisa igual a sua! - respondeu o menino.
Luis Fabiano nunca cumpriu uma punição tão feliz. Acostumado a dar alegrias aos são-paulinos em 90 minutos, dessa vez ele estampou sorrisos na cara até de rivais. "Condenado" pelo STJD a realizar uma ação social, em razão da expulsão diante do Atlético-MG, o Fabuloso passou os mesmos 90 minutos na AACD ( Associação de Assistência à Criança Deficiente), na zona Sul de São Paulo, e até converteu um jovem corintiano.
No dia em que soube que terá de ficar em recuperação de duas a três semanas por conta de um estiramento na coxa esquerda, o atacante viu que seu problema é bem menor do que o de milhares de pacientes. Acompanhado pelo parceiro de ataque Ademilson, que pediu para ir junto, Luis Fabiano foi atração desde o instante em que pisou no hospital pela primeira vez.
O camisa 9 foi recepcionado por diretores e pessoas do marketing do hospital, e conheceu vários setores. Começou pela fisioterapia adulta, mas foi depois, no contato com as crianças, que o exploviso jogador se derreteu. Sorridente, brincalhão, deu e recebeu muitos beijos, pegou crianças no colo, tirou muitas fotos (inclusive com mães e enfermeiras) e fez questão de dizer que não encarava a tarefa como uma punição.
Fonte: Globo




























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